
Huum, como começar a falar sobre esse pequeno livro de 746 páginas? Acho que devo começar por como cheguei nele.
No meio do ano estreou uma série britânica produzida pelo canal Starz chamada Outlander, com um poster super bonito (esse ai ao lado) mas que não me cativou nem um pouco, honestamente eu nem fui atrás da história, vi uns dois ou três comentários na internet mas decidi que não era para mim.
Porém, (e sempre há um "porém'), duas semanas atrás eu decidi baixar o piloto e assisti na faculdade (calma pessoal, estava em período vago) e o achei muito bom e decidi baixar o resto. Oh deuses, como eu gostaria de nunca ter feito isso (mentira), ali começou minha ruína, assisti aos outros sete episódios em um intervalo de dois dias. Estou apaixonada!
Mas você deve estar se perguntando, cadê a resenha desse livro? Mais algumas linhas e ela vai chegar!
Muito bem, o último episódio liberado simplesmente acaba de uma maneira que você quer morrer pra saber o final e, como eu não sou nem um pouco curiosa (pergunta para Aline) eu decidi que ia ler o livro pra saber.
Então eu comecei a ler e ai ai ai ai, que história maravilhosa, que narração! E a série é tão fiel ao livro que dá arrepios.
Outlander se passa em 1945 e conta a história de Cleire, uma enfermeira no pós guerra que sai em uma segunda lua de mel com o marido Frank. Destino: Escócia.
Ao chegar lá, Cleire é "transportada" para 1743, onde se vê no meio de Clãs e a disputa entre os jacobitas e aqueles que defendem o reinado "atual" da Inglaterra.
Nesse meio tempo Cleire quase é violentada, vira uma convidada que não pode deixar o Clã MacKenzie, é obrigada a casar com Jamie (suspiro), entre outras tragédias. .
Esse livro não é pra qualquer um, se você não gosta de histórias com muitos eventos tristes e muito sangue, não leia. A autora além de nos colocar em muitas situações assim, descreve nos mínimos detalhes, tanto o que acontece fisicamente quanto psicologicamente. A narração é em primeira pessoas, o que torna essas descrições ainda mais pesadas quando um outro personagem relata o que aconteceu com ele.

A Diana Gabaldon é tão boa que tem uma parte no meio do livro que, numa narração normal, se eu lesse, simplesmente fecharia o livro e largaria a história por ser totalmente contra esse tipo de situação, porém, a mulher além de me fazer entender o porque daquilo, ainda me fez concordar! (0.0).
Outro ponto é que esse é o primeiro livro de uma coleção de 8 (no Brasil já temos 7 traduzidos) e todos são mais ou menos no tamanho desse primeiro. Não sei de onde a autora tirou inspiração para tantos livros e páginas, mas pelos comentários ela conseguiu manter o fôlego em todos, eu não sei, mas pretendo descobrir assim que as férias chegarem.
Super recomendo esse livro e o seriado. (O Jamie é super lindo e forte tanto em um quanto no outro)
Minha playlist para esse livro começa com
Say When do The Fray, (acho que não tem uma letra mais perfeita que condense todo o livro em uma música e a melodia é bem o clima da história), depois
Rainy Zurich,
She Is e
All At Once também do The Fray e
First Time do Lifehouse.