Carta de Amor aos Mortos - Ava Dellaira

Como boa parte dos livros que eu leio Carta de Amor aos Mortos chegou a mim por indicação (valeu Cleide!) e, assim como Eleanor e Park, veio com um aviso: "Cuidado! Esse livro é pesado".

Pois bem, impulsionada pela curiosidade e pela capa linda comecei a ler e, bem, devo admitir que eu achei que tinham exagerado no aviso, pois, basicamente, a história é contada por Laurel através de cartas que esta escreve para pessoas que já morreram, como Kurt Cobain e Amelia Earhart descrevendo como esta sua vida, e a tentativa de lidar com  morte recente de sua irmã mais velha, May.

As páginas foram passando e eu pensando: "Ok, uma narração não tão comum, mas onde está a parte pesada?" e quando eu não tinha mais esperanças as coisas tomaram outro rumo, a Laurel começou a aceitar alguns fatos do passado e começou a ver a verdadeira May. As últimas sessenta páginas passaram e eu nem vi, só sei que quando terminou eu senti a necessidade de abraçar minha irmã e falar que a amava.

Esse livro mexeu tanto comigo que eu mandei uma mensagem para nossa querida Aline falando que eu não conseguiria fazer essa resenha, nem mesmo criar uma playlist pelo simples fato de que eu não conhecia nenhuma música que chegasse ao nível emocional que esse livro alcançou para mim. Porém, a vida dá voltas, e cá estou eu, escrevendo essa resenha e com uma música para indicar, (estranhamente, no dia seguinte a mensagem enviada para a Li eu encontrei a música perfeita):    Another Set Of Wings da banda A Rocket To The Moon. Parece que a letra e a melodia foram feitas pensando na Laurel, ou que a história foi escrita para combinar com essa música, não sei, mas a playlist desse livro é composta de só uma faixa.

Espero que vocês leiam e amem Carta de Amor aos Mortos tanto quanto eu.


100 Escovadas Antes De Ir Para Cama - Melissa Panarello

E eu até hoje me pergunto: De tantos livros em promoção naquele dia, porquê escolhi esse??

100 escovadas antes de ir para cama é um livro escrito pela Melissa Panarello no formato diário, onde a personagem que leva o nome da autora e tem entre 15 e 16 anos conta explícita e sem meias palavras como perdeu sua virgindade e engatou, de forma precoce, suas experiências no sexo.
Depois de perder sua virgindade aos 15 anos, Melissa se vê nesse mundo, querendo amar e ser amada, buscando no sexo esse sentimento. Provocadoramente, a personagem vai avançando em suas experiências sexuais em: orgias, drogas, sexo grupal, sadomasoquismo e homossexualismo. Ela é curiosa e não tem pudor algum.
Aos poucos, perdendo sua inocência e ela mesma, Melissa entra num buraco de repulsa e humilhação.
A única coisa que nos faz lembrar nesse livro que se trata de uma garota são as cem escovadas que Melissa se dá todas as noites antes de dormir, um ritual de "purificação" ensinado por sua avó, por quem é muito apegada.

Nunca tive a curiosidade de ler nenhum livro erótico antes, até sair essa febre de 50 tons pra lá e 50 tons pra cá. Mas devo admitir que esse livro inteiro vale muito mais que um capítulo do primeiro livro da série 50 tons rs (peço desculpas aos fãs).
Bom, o que eu achei? Achei mediano, não mudou em nada a minha vida. Realmente um livro bem escrito, e por alguns momentos senti até pena da protagonista. O final é meio "WTF?", mas dá pra engolir e seguir em frente.
Vale ressaltar que as experiências sexuais desse livro, todas, foram vividas pela autora que disse ter mudado apenas algumas datas e nomes. Quando o livro foi publicado, em 2002, ela tinha 18 anos, hm...

Eu realmente devia ter comprado outro livro daquela promoção, mas peguei esse por ser um assunto diferente que nunca tinha me interessado. Me interessei sobre o assunto, li mais alguns livros sobre, mas realmente não é minha praia. Ou talvez eu não tive a sorte de encontrar algum realmente muito bom... se você conhece algum, deixa aí nos comentários ;)

Como de praxe, lógico que o livro ganhou uma versão cinematográfica dele:

(click para ver o trailer)

Devo dizer, meus caros leitores, que esse filme ainda me dá vontade de chorar de tão ruim que é.
O livro ainda tem seu lado poético, a personagem é bastante corajosa de esfregar na cara da sociedade o que ela é e o que ela quer, mas no filme, meus deuses, o que aquela atriz achava que estava fazendo?
Olha só a carinha dela de quem estava curtindo o que estava fazendo:










E todos os outros atores, o que estavam fazendo ali? Para que vieram?
Faltou direção, faltou atuação, faltou música, gingado e bom senso.
Não vejam ;)



Minha playlist para esse livro:

~> Rock Rocket - Aline, a ninfomaníaca
~> Velhas Virgens - Abre essas pernas
~>Os Tribalistas - Já sei namorar
~>Rammstein - Fuhre Mich
~>Imagine Dragons - Demons


Então é isso amiguinhos!!!
Até a próxima :)


Anna e o Beijo Francês - Stephanie Perkins

Anna e o Beijo Francês aparece nas listas de "recomendado para você", desde a loja virtual do Kobo até o Facebook. Nessas férias minha prima me emprestou esse livro (sabe, bom gosto literário é de família rsrsrsrsrsrsrs).

Meu receio quanto a esse livro era que ele fosse "mais do mesmo", e ele realmente é, mas é um mais do mesmo diferente .

Anna é uma garota de Atlanta que é obrigada a concluir o último ano do ensino médio em um internato em Paris  que  aceita apenas estudantes americanos (Oi??)

Logo no primeiro dia ela conhece St. Clair, um americano com pai francês e que foi criado em Londres (de novo: oi?).

Durante o ano, Anna aprende sobre liberdade, auto confiança, amizade, os pontos turísticos de Paris, francês, que muitas vezes as pessoas tem problemas piores que os nossos e, claro, o amor.

Além de uma bela narração, a autora consegue aquele efeito de: 'não posso fechar esse livro até terminar, seria uma heresia!' Adoro quando livros fazem isso! Fiquei até depois das 2h00 da manhã lendo e só parei porque tinha que levantar cedo no outro dia.

Gostei muito da história, o final é "previsível", mas seu caminho até lá me surpreendeu em alguns momentos. A autora pegou os clichês românticos e os reinventou! Particularmente, gostei do conceito de lar/casa apresentado. Aconselho a leitura!

Enquanto eu lia esse livro, pensei muito nas músicas da Colbie Caillat, acho que ela tem o ritmito certo para essa história, já que para mim Annna e o Beijo Francês é um típico romance para o verão, leve, fresco, te faz rir e suspirar, assim como as músicas da Colbie.

Minha lista ficou assim então: Favorite Song, Fallin' For You All Of You, Never Gonna Let You Down, Brighter Than The Sun, Realize e Runni' Arund. Para aqueles que não gostam da Colbie, Make Me Over do (claro) Lifehouse também combina com esse livro.

P.S. : Feliz Ano Novo pessoal!!

Encontrada - Carina Rissi

Oi pessoal, tudo bem? Hoje eu vou falar da continuação de Perdida, Encontrada.

Quando a Carina falou que ia lançar Perdida 2 (esse era o título na época), eu fiquei super feliz, depois apreensiva, e se o segundo não alcançasse o primeiro? Porque, convenhamos, vários autores se perdem na continuação... Mas ai o dia 12/08/2014 chegou e a Carina me mostrou como fui ingenua de sequer cogitar a essa hipótese.


Sem perder o folego do primeiro livro da série, Encontrada vem nos contar o que aconteceu com Sofia e o nosso lindo Sr, Clarke, depois do final (mais que perfeito) de Perdida.


A história desse segundo livro gira entorno dos preparativos do casamento de Sofian, assim como a vida conjugal deles. É claro que, se tratando da Sofia, nada foi fácil.

Logo nos primeiros capítulos nossa heroína é atropelada, fica dopada e pira devido a TPC e, depois do casamento, as coisas só ficam piores (e mais engraçadas)...

Caso você tenha lido Orgulho e Preconceito deve se lembrar que o Mr. Darcy tinha uma tia bem chata que tentou atrapalhar as coisas pra ele  e pra Lizzie, né? Você já imaginou o que aconteceria se ela só parecesse depois do casamento dos dois? Então, é isso que acontece em Encontrada... e chega por aqui se não vou dar muitos spoillers.

O primeiro livro foi super lindo, engraçado e emocionante, entretanto, esse segundo chegou a um novo nível ao revelar mais das emoções de Ian e das inseguranças da Sofia.

Tenho que admitir que essa história me deu frio na barriga várias vezes, ri sem parar e desejei muito ter um Sr. Clarke para mim.

Quando li o final, além de surpresa, fiquei feliz. Eu tinha a curiosidade de saber o que foi revelado no último capítulo e, honestamente, foi muito inteligente da parte da Carina Rissi. Querem saber o que é? Ai vão duas dicas: prestem atenção no primeiro livro e leiam Encontrada.

Minha playlist teve algumas músicas parecidas com a oficial da autora, aqui estão elas: Never Stop do Safetysuit (que na minha cabeça é a música tema deles, sorry Carina, Won't Stop é linda, mas essa é perfeita rsrsrsrsrsrsrs), Hanging By A Moment do Lifehouse, Burning Bridges do OneRepublic, All Of Me do John Legend, Marry Me do Jason Derulo, I Do  da Colbie Caillat e Everything do Lifehouse.

Momento tiete/ abrindo o coração:

Um dos dias mais felizes da minha vida foi o dia 30/08/2014 quando eu conheci a linda da Carina Rissi, eu tinha ensaiado várias coisas pra falar, porém, quando eu chegue ali ao lado dela, eu travei, gaguejei e saiu tudo torto, mas tudo bem, eu a conheci e isso já valeu! E tá ai a prova:




Carina Rissi, Jane Austen teria muito orgulho de ter uma fã como você ;)

O Pacto - Joe Hill

A primeira vez que ouvi falar de Joe Hill foi em uma promoção do submarino (uma de muitas kk) no ano passado. Comprei por apenas R$9,90 o livro O Pacto imaginando algo completamente diabólico e com muito sangue...
Sim, o livro foi tudo o que eu imaginei... pelo menos 90% dele...

O livro conta a história de "Ignatius Perrish que sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim. " (sinopse tirada do livro)

Sabendo que Joe Hill é filho de Stephen King, o pioneiro do horror, eu fiquei com muito mais vontade de ler... e li... devorei essas 320 páginas assim como devoro o bolo de chocolate que minha mãe faz!! Mas me decepcionei, como me decepcionei!
A leitura estava ótima, a narrativa flui e os personagens tem personalidades muito fortes, até mesmo a Merrin, nos flashbacks, se mostrou muito forte e autêntica... quase gostei dela... 
Além de ser uma história bem original, Joe Hill consegue te transportar para dentro do livro e te faz sentir tudo o que o protagonista está sentindo: medo, raiva, ódio, tristeza...
O livro em si é bem chocante e pesado, há brigas, palavrões, sexo, drogas, álcool e tudo o mais que crianças não podem ver/ler.

Agora vocês me perguntam: "Mas não é esse tipo de história que te atrai, moça?", é sim, adoro, mas o que me decepcionou foi o final, porque tinha que acontecer AQUILO? Porque?
Eu imaginava algo bem diferente e muito melhor (melhor pra mim, claro kk), mais horrendo e sobrenatural, e não...AQUILO... enquanto eu estava lendo, eu estava dando cinco estrelinhas, mas quando chegou o final mereceu apenas três... eu não me conformo!! Se o Joe estivesse aqui agora eu ia dar umas tapas nele! 

Concluindo, aqui vai minha playlist para esse livro: 
~> Highway To Hell - AC/DC
~>Something - The Beatles
~>Asleep - The Smiths
~>Lies - McFly
~>Call Me When You're Souber - Evanescence
~>Always - Bon Jovi
~>Na Sua Estante - Pitty

Antes que eu me esqueça, o livro terá filme com data de estréia, 18 de dezembro. Estou ansiosa para a estreia, li nas críticas americanas que mudaram o final, está bem diferente do livro e que a história completa está bem fiel... já sinto que esse será um dos casos estranhos em que a gente gosta mais do filme do que do livro hahaha
A parte mais importante pra mim é quem vai interpretar o personagem principal (Ig), será o Daniel maravilhoso Radcliffe, quem é fã do cara assim como eu já deve ter visto as fotos dele de chifrinhos rs se não, dê uma olhada:


















tá gatinho ainda com essa cobra sexy no pescoço rsrsrs <3



Esses são os Posters do filme lá fora, aqui ainda não saiu nada =/
























Ficou curioso? Dá só uma olhada nesse trailer!!

Espero que tenham gostado!! O livro vale a pena ler, o final é subjetivo... há quem gosta, há quem odeia!!! E vão ao cinema ver o filme também, só pelo Daniel estar lá já vale o preço do ingresso e da pipoca, e do refri...

até a próxima :)




Outlander - A viajante do tempo - Diana Gabaldon


Huum, como começar a falar sobre esse pequeno livro de 746 páginas? Acho que devo começar por como cheguei nele.


 No meio do ano estreou uma série britânica  produzida pelo canal Starz chamada Outlander, com um poster super bonito (esse ai ao lado) mas que não me cativou nem um pouco, honestamente eu nem fui atrás da história, vi uns dois ou três comentários na internet mas decidi que não era para mim.

Porém, (e sempre há um "porém'), duas semanas atrás eu decidi baixar o piloto e assisti na faculdade (calma pessoal, estava em período vago) e o achei muito bom e decidi baixar o resto. Oh deuses, como eu gostaria de nunca ter feito isso (mentira), ali começou minha  ruína, assisti aos outros sete episódios em um intervalo de dois dias. Estou apaixonada!

Mas você deve estar se perguntando, cadê a resenha desse livro? Mais algumas linhas e ela vai chegar!

 Muito bem, o último episódio liberado  simplesmente acaba de uma maneira que você quer morrer pra saber o final e, como eu não sou nem um pouco curiosa (pergunta para Aline) eu decidi que ia ler o livro pra saber.

 Então eu comecei a ler e ai ai ai ai, que história maravilhosa, que narração! E a série é tão fiel ao livro que dá arrepios.

 Outlander se passa em 1945 e conta a história de Cleire, uma enfermeira no pós guerra que sai em uma segunda lua de mel com o marido Frank. Destino: Escócia.

 Ao chegar lá, Cleire é "transportada"  para 1743, onde se vê no meio de Clãs e a disputa entre os jacobitas e aqueles que defendem o reinado "atual" da Inglaterra.

 Nesse meio tempo Cleire quase é violentada, vira uma convidada que não pode deixar o Clã MacKenzie, é obrigada a casar com Jamie (suspiro), entre outras tragédias. .

Esse livro não é pra qualquer um, se você não gosta de histórias com muitos eventos tristes e muito sangue, não leia. A autora além de nos colocar em muitas situações assim, descreve nos mínimos detalhes, tanto o que acontece fisicamente quanto psicologicamente. A narração é em primeira pessoas, o que torna essas descrições ainda mais pesadas quando um outro personagem relata o que aconteceu com ele.

A Diana Gabaldon é tão boa que tem uma parte no meio do livro que, numa narração normal, se eu lesse, simplesmente fecharia o livro e largaria a história por ser totalmente contra esse tipo de situação, porém, a mulher além de me fazer entender o porque daquilo, ainda me fez concordar! (0.0).

Outro ponto é que esse é o primeiro livro de uma coleção de 8 (no Brasil já temos 7 traduzidos) e todos são mais ou menos no tamanho desse primeiro. Não sei de onde a autora tirou inspiração para tantos livros e páginas, mas pelos comentários ela conseguiu manter o fôlego em todos, eu não sei, mas pretendo descobrir assim que as férias chegarem.

Super recomendo esse livro e o seriado. (O Jamie é super lindo e forte tanto em um quanto no outro)

 Minha playlist para esse livro começa com Say When do The Fray, (acho que não tem uma letra mais perfeita que condense todo o livro em uma música e a melodia é bem o clima da história), depois Rainy Zurich, She Is e All At Once também do The Fray e First Time do Lifehouse.


Eleanor & Park - Rainbow Rowell

Eleanor e Park chegou as minhas mãos a pouco mais de um mês com a recomendação de uma grande amiga de que esse seria “o livro mais lindo e forte que eu vou ler”.

Eu criei uma expectativa e, ainda bem, ela foi atingida. Não digo que esse é o melhor livro que eu já li, mas com certeza não joguei meu tempo fora,vale muito a pena.

Eleanor é uma garota diferente, gordinha, ruiva, de cabelos cacheados e com uma família totalmente sem estruturas, já Parker é um mestiço oriental que é respeitado na escola (não popular, respeitado), viciado em histórias em quadrinhos e com uma família estabilizada e amorosa. A única coisa que eles tem em comum é o fato de Eleanor e Park , a contra gosto, sentarem juntos no ônibus que os leva para a escola.

No começo eles não se falavam, mas, de acordo com que o ano letivo vai passando eles começam a ter uma relação, e o inicio dessa relação que é o diferencial desse livro: eles viram companheiro antes mesmo de se falarem, apenas dividindo o mesmo banco no ônibus e cursando uma matéria juntos, eles criaram um vínculo e uma rotina própria, mostrando que as palavras são desnecessárias às vezes.

Esse livro é incrível, eu poderia passar o dia todo argumentando e analisando todos os pontos, é uma história que sai um pouco do padrão água com açúcar ou aventuras que eu tanto gosto, é um livro real, você consegue ouvir relatos parecidos com os que a Rainbow nos dá em Eleanor nos noticiários. 

O único ponto que me desagradou no livro foi o final, acho que ela terminou antes do final, se ela tivesse escrito apenas mais um parágrafo acho que teria sido perfeito, mas chega de spolier, leiam o livro e nos conte o que acharam (principalmente do final).


Minha playlist para esse livro: Annie do Safetysuit, Face Down do The Red Jumpsuit Apparatus e Never Again do Nickelback.

Nem os mais ferozes - Edward Bunker

É incrível como esse livro ainda não virou sucesso por aqui!!!
Eu o encontrei no metrô, assim por acaso, naquelas maquinas de livros. Paguei R$2.00 por ele! Obrigada! haha
Eu gostei da capa, toda amarela com marquinhas de sangue, logo pensei: Meus deuses, sangue!!! Então eu dei uma lida na capa, e lá no finalzinho, bem pequenininho, estava escrito assim: "O melhor romance sobre crime escrito em primeira pessoa que eu já li." - Quentin Tarantino. Aí eu pensei de novo: Meus deuses, MUITO sangue!!!" (se você não entendeu a piadinha, clica aqui e conheça o Tarantino aquele lindo!)
Eu, pessoalmente, gosto de livros com sangue.

O livro conta a história de Maxwell Dembo, um ex-presidiário sob custódia.
No começo da história, ele está feliz por sair de trás das grades e ansioso por começar um vida nova fora dos crimes.
Ele foi preso por roubo e drogas.
Nada é fácil para o Max depois de estar do lado de fora. Seu mentor, Rosenthal é um canalha e Max acaba se entregando as suas raízes e faz o que ele sabe fazer melhor: roubar.
A partir daí, o livro vai contando com detalhes ricos todos os crimes, os usos de drogas e o quanto as pessoas podem enlouquecer quando estão nesse meio tão perigoso e desconfiado.


Eu já li vários livros sobre crimes, mas nenhum tão rico em detalhes e sentimentos quanto esse. O fato de estar em primeira pessoa, faz você entrar no personagem e entender suas perspectivas mesmo que erradas.
A história me fez pensar em o quanto a vida dessas pessoas, com pouca oportunidade, podem se perder para o crime unicamente para manter seu sustento. É claro que existem pessoas que nasceram pra ser más, acredito nisso, mas e as que roubam para manter o sustento em casa? Ou para ajudar na saúde de um ente querido? Já pensou que você mesmo poderia cometer um crime num ato de desespero?
Eu aconselho, a todas as pessoas com essas mentes pequenas e que gostam de julgar as pessoas a ler esse livro e conhecer a história vista pelo olhar do criminoso. Mas Aline, é só uma história!!! Não minha gente, é muito mais do que isso, é a nossa realidade!! Vocês sabiam que o autor desse livro também já foi presidiário? E que a oportunidade que ele teve, as pessoas que ele teve para ajudá-lo não são todos que têm? Pois é né, é fácil falar da grama do vizinho...

Ok, momento Aline Revoltada acabou, mas vou falar agora o que não gostei desse livro: em certos pontos eu adorei que o autor descrevia tudo, sem tirar nem pôr, mas em alguns momentos eu já estava ficando um pouco cansada. Isso tirou um pouco a ação do livro, porém, não foi algo tão ruim que me fez parar de ler. Virou até um dos meus livros favoritos!!! A segunda coisa foi a tradução, MEUS DEUSES, quando as editoras vão aprender a traduzir os livros? Quando vão aprender a reler o que escreveram? Quando? Várias vezes, digo VÁRIAS VEZES, vi letras repetidas e algumas erradas, algumas frases não fazia sentido e a pontuação ó...
Eu sei que não sou expert em falar disso, certeza que esse texto aqui deve ter coisa errada até, mas em um livro não dá. É uma obra bela demais e muito bem feita pra ser tão ignorada na tradução, lançada assim de qualquer jeito!! Não estou dizendo que o livro não vale a pena por causa disso, pelo contrário, vale a pena ler mesmo estando nessas condições... e se você sabe ler inglês perfeito pra você, tenho certeza que deve estar com maior qualidade!!!

Enfim, pra finalizar, deixo aqui minha playlist enorme do livro!! Eu meio que lembrei delas enquanto eu lia, elas não são totalmente o livro, mas me lembrei diversas vezes dessas musicas em alguns momentos da história, enjoy it: American Idiot - Green Day; Dumb - Nirvana; Lonely Boy - The Black Keys; Money - Pink Floyd; What Do You Do For Money - AC/DC; Take Money And Run - Steve Miller; Across The Universe - The Beatles e Like Toy Soldiers - Eminem.


Espero que gostem do livro e da playlist também!!
Até a próxima! :)

Cartas na rua - Charles Bukowski

E foi assim que me apaixonei pelo Charles Bukowski:
Para ser bem sincera, eu achei que seria uma leitura chata (tipo livros de vestibular) e que eu demoraria anos para ler esse pocket de 185 páginas. E esse foi o meu primeiro erro!
Já do Henry Chinaski, seu primeiro erro foi aceitar um emprego nos correios, um trabalho que a princípio não precisaria ser muito esperto para apenas separar algumas cartas e entregá-las em seus devidos lugares.
A história vai seguindo em primeira pessoa contando o dia-a-dia de um carteiro todo engraçadão, que adora encher a cara e fazer sexo!

Vendo assim parece uma história chata, não é? E se eu disser que esse é o primeiro livro do autor, melhora? Não? Ok! E se eu disser que esse livro é autobiográfico e relata casos que aconteceu com o autor na época que ele trabalhava nos correios, ajuda? hahah
Confesso que li esse livro e depois das três primeiras páginas eu devorei como se não houvesse amanhã!! Daí então fui dar uma pesquisada no autor e nas suas outras obras (que já estou encomendando!), foi aí que descobri que essa obra era sobre ele, e isso deixou o livro muito mais interessante! E se eu já estava apaixonada pelo Chinaski, obviamente me apaixonei mais ainda pelo Bukowski! me perdoa por ter demorado, meu amor!

Esse livro teve tudo o que eu achei que não teria: ritmo, humor, palavrões e sexo!
Nenhum outro autor que eu já tenha lido soube usar tão bem os palavrões, saindo das falas e dos pensamentos do personagem parecia tão poético e tão bonito.
O ritmo da história te prende e eu não me senti em uma montanha russa, tudo se seguiu extremamente bem!
 O humor, meus deuses o humor, como eu ri com esse livro!! A cada página era uma comédia e o personagem tem uma visão tão irônica sobre seus problemas e sobre suas coisas que a solidão dele se torna piada e você ri, mesmo sendo triste e isso faz de mim uma pessoa horrível kkk
Eu disse que tem sexo? Sim eu disse, mas não ressaltei que não é sexo tipo 50 tons de cinza ou qualquer outro livro erótico e detalhado e que conta exatamente como põe ou tira. NÃÃOO!!! Ele fala sobre algumas transas de maneira bem superficial, nada muito detalhado, e não são todas que ele conta, só algumas e posso dizer que a maioria é uma comédia!!!

Minha maior dificuldade, além de tomar vergonha e ter lido logo esse livro, foi escolher uma playlist! Eu precisava de algo que identificasse o personagem como: a paixão dele por mulheres e o ódio que ele tinha do emprego.
Listei essas três músicas: Got Love If You Want do The Yardbirds, Pussy Liquor do Rob Zombie e Franklyn Mr Shankly do The Smiths.
Espero que depois de ler o livro vocês me entendam!!! ha ha

até a próxima :)